Vento e Pulverização: Como Evitar Perdas no Campo
Ventos acima de 10 km/h podem causar deriva de defensivos, reduzindo a eficiência da aplicação e contaminando áreas vizinhas. Saiba quando pulverizar com segurança.
A pulverização de defensivos agrícolas é uma das operações mais sensíveis às condições climáticas. O vento é o principal vilão: rajadas acima de 10 km/h podem causar a deriva das gotas, levando o produto para fora da área-alvo. Isso resulta em desperdício de defensivo, menor eficiência no controle de pragas e doenças, e risco de contaminação ambiental.
A legislação brasileira, através da Instrução Normativa nº 2 do Mapa, estabelece que pulverizações aéreas não devem ser realizadas com ventos acima de 10 km/h. Para aplicações terrestres, a recomendação é similar, embora os limites possam variar conforme o tipo de bico e a pressão utilizada.
Além da velocidade do vento, a umidade relativa do ar é outro fator crítico. Aplicações com umidade abaixo de 55% aumentam drasticamente a evaporação das gotas antes de atingirem o alvo. O período ideal para pulverizar geralmente é pela manhã (antes das 10h) ou no final da tarde (após as 16h), quando as condições são mais estáveis.
Para minimizar a deriva, utilize bicos que produzam gotas maiores (acima de 250 micrômetros), reduza a altura da barra do pulverizador e trabalhe com pressão adequada. A adição de adjuvantes antideriva também pode ajudar significativamente.
O Climacampo oferece o Assistente de Pulverização, que analisa em tempo real a velocidade do vento, umidade e temperatura para indicar se as condições estão favoráveis, marginais ou desfavoráveis para a aplicação. Use essa ferramenta para planejar suas operações e evitar retrabalho.